Destrua minha voz enquanto eu grito por ajuda
Negue-me a verdade que eu te nego amor
Deixo-te me mentir, mas não permito que me iluda
Sou cego a teus defeitos e insensível a tua dor
O sussurro na tua garganta não me vê e não escuta
Tua saliva é como droga que me deixa em torpor
Ainda sinto na boca o gosto vermelho da tua voz bruta
Abro meus olhos, mas já não resta nenhuma cor
Mas ainda resta vida onde ontem havia menos que morte
Voltou a respiração aos pulmões secos e o sangue à veias
Ainda resta luz, e uma cicatriz onde um dia houve corte
E a presa finalmente consegue se livrar da teia
domingo, 8 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
A Flor do Silêncio
O silêncio construído com lágrimas presas
De sentimentos obscuros dotados de rara beleza
A ira naquele grito enjaulado dentro da mente
E a saliva que afoga o sussurro feroz e estridente
Você só quebra o silêncio quando não suporta a dor
Grita que conhece de perto o medo, mas nem sabe sua cor
Do espinho que impede o sangue de sair da ferida, nasce a flor
Ela só terá beleza e perfume se o sofrimento tiver ardor
A alquimia da sua voz misturada ao medo
Gera a sintonia da dor com o segredo
A mágoa é calada, mas transborda pelo olhar
Teme se expor, só seus sentimentos irão julgar
Você só quebra o silêncio quando a dor vai além da sua capacidade
A noite recém começou, mas você já sabe o quanto é tarde
As brasas estão se apagando, e isso é o que mais queima e arde
O medo de quebrar o silêncio e ter que encarar a verdade
De sentimentos obscuros dotados de rara beleza
A ira naquele grito enjaulado dentro da mente
E a saliva que afoga o sussurro feroz e estridente
Você só quebra o silêncio quando não suporta a dor
Grita que conhece de perto o medo, mas nem sabe sua cor
Do espinho que impede o sangue de sair da ferida, nasce a flor
Ela só terá beleza e perfume se o sofrimento tiver ardor
A alquimia da sua voz misturada ao medo
Gera a sintonia da dor com o segredo
A mágoa é calada, mas transborda pelo olhar
Teme se expor, só seus sentimentos irão julgar
Você só quebra o silêncio quando a dor vai além da sua capacidade
A noite recém começou, mas você já sabe o quanto é tarde
As brasas estão se apagando, e isso é o que mais queima e arde
O medo de quebrar o silêncio e ter que encarar a verdade
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Doce Escuridão
Te entrego vida através do que eu não creio
O sangue contido em cada gota de suor
E o suor na única semente que eu semeio
Tem um gosto que tua língua já sabe de cor
Derradamas as lágrimas, nada mais pode ser feito
Um crime cometido a cada sussurro
E mais nenhum sussurro preso no peito
Todos ditos pela voz que preenche o vazio no escuro
Doce escuro, para olhos claros ou olhos negros
No escuro, todos são apenas olhos cegos
Doce escuridão, para o grito ou para o suspiro
De olhos fechados, é pela tua voz que eu me guio
Doce escuro, para olhos negros ou olhos claros
No escuro até o medo é um sentimento caro
Doce escuridão, para o suspiro ou para o grito
De olhos fechados, cada segundo parece o último e infinito
O sangue contido em cada gota de suor
E o suor na única semente que eu semeio
Tem um gosto que tua língua já sabe de cor
Derradamas as lágrimas, nada mais pode ser feito
Um crime cometido a cada sussurro
E mais nenhum sussurro preso no peito
Todos ditos pela voz que preenche o vazio no escuro
Doce escuro, para olhos claros ou olhos negros
No escuro, todos são apenas olhos cegos
Doce escuridão, para o grito ou para o suspiro
De olhos fechados, é pela tua voz que eu me guio
Doce escuro, para olhos negros ou olhos claros
No escuro até o medo é um sentimento caro
Doce escuridão, para o suspiro ou para o grito
De olhos fechados, cada segundo parece o último e infinito
sexta-feira, 5 de julho de 2013
O Martelo E Os Pregos
Dê um pouco de voz ao que não pode gritar
E algumas lágrimas a quem não pode chorar
Isso lhe custará menos que um beijo
Dê um pouco de água à sede por vingança
E um pouco de música para acabarmos a dança
Apenas um sorriso após o último gracejo
Entregue um olhar que você não daria em frente ao espelho
Finja que não sente esse gosto ferroso e vermelho
Ria às piadas que o mundo ao redor grita ao ouvido
Enquanto o muro desmorona sem nem o menor estampido
Apenas escombros e algumas sombras, nem olhares de pena
Você permanece no palco enquanto não lhe deixam sair de cena
Enquanto você compreende que apenas você será por você mesmo
E sua voz é apenas um som vagando no vento, um sussurro a esmo
Dê um pouco de luz ao olhar que é cego
Já lhe deram em mãos o martelo e os pregos
Enquanto você se prendia à sua própria cruz
Dê um pouco de atenção a quem não merece
Apenas mais um dia e o mundo se esquece
O mundo é seu, ele vai aonde você o conduz
Vozes rezam e olhares julgam, discursos que você já sabe de cor
Olhos fechados e mente cansada, você já sabe o que há ao seu redor
Dê vazão ao que você não sente e você talvez se entenda
Continuando de olhos fechados, você sempre terá uma venda
Há um gosto amargo no fundo da sua boca e só você o pode tirar
Sua própria carne é doce o suficiente, mais do que você pode lembrar
Você não precisará que ninguém lhe diga o que é certo ser
Quando souber o que você é todo pôr do sol terá gosto de amanhecer
E algumas lágrimas a quem não pode chorar
Isso lhe custará menos que um beijo
Dê um pouco de água à sede por vingança
E um pouco de música para acabarmos a dança
Apenas um sorriso após o último gracejo
Entregue um olhar que você não daria em frente ao espelho
Finja que não sente esse gosto ferroso e vermelho
Ria às piadas que o mundo ao redor grita ao ouvido
Enquanto o muro desmorona sem nem o menor estampido
Apenas escombros e algumas sombras, nem olhares de pena
Você permanece no palco enquanto não lhe deixam sair de cena
Enquanto você compreende que apenas você será por você mesmo
E sua voz é apenas um som vagando no vento, um sussurro a esmo
Dê um pouco de luz ao olhar que é cego
Já lhe deram em mãos o martelo e os pregos
Enquanto você se prendia à sua própria cruz
Dê um pouco de atenção a quem não merece
Apenas mais um dia e o mundo se esquece
O mundo é seu, ele vai aonde você o conduz
Vozes rezam e olhares julgam, discursos que você já sabe de cor
Olhos fechados e mente cansada, você já sabe o que há ao seu redor
Dê vazão ao que você não sente e você talvez se entenda
Continuando de olhos fechados, você sempre terá uma venda
Há um gosto amargo no fundo da sua boca e só você o pode tirar
Sua própria carne é doce o suficiente, mais do que você pode lembrar
Você não precisará que ninguém lhe diga o que é certo ser
Quando souber o que você é todo pôr do sol terá gosto de amanhecer
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Primeiro Passo
O sol batia forte na janela de Ana naquela manhã e atravessava a frestas com facilidade para iluminar fracamente seu quarto, mas ela não veria seu quarto iluminado naquele dia. Ela não o veria nunca mais, na verdade. Afinal, foi na madrugada daquele dia, antes mesmo do sol pensar em nascer, que ela decidiu que cansou de dizer na frente do espelho “e se...?”.
Ela tinha chegado aos trinta razoavelmente bem, mas ainda morar com os pais era algo que soava deslocado quando ela olhava para sua vida em retrospecto. Todas as escolhas que ela havia feito e que a levaram àquele ponto passaram por sua cabeça enquanto ela fechava a porta por fora e tomava aquilo que ela poderia considerar com folgas a atitude mais corajosa (ou talvez inconsequente) de sua vida. Ela se acostumou a pensar nas consequências, mesmo quando fazia algo de moral dúbia (ou que assim seria considerado).
Ironicamente ela gostava de novidade e novas experiências, mas mesmo assim tinha um certo pavor racional de sair de sua zona de conforto (afinal, se fosse alguma atitude “definitiva demais”, ela não teria como voltar atrás). E ela assim havia sido desde que ela conseguia se lembrar, desde sua primeira decisão própria, sem ajuda da mãe ou do pai: aos dez anos, aquela primeira blusa que havia escolhido na loja, que, apesar dos pais pagarem, ela que escolheu, e não fugia em absolutamente nada do estilo que sua mãe sempre comprava para ela.
Havia tido alguns namorados, mas sempre que sentia que algo sério estava tomando forma, acabava o relacionamento. O mais longo havia durado um mero ano e meio, mas, ao ver o rapaz se ajoelhando no meio do restaurante, ela não teve nem tempo de pensar na sua reação e saiu correndo antes mesmo de a entrada chegar. Antes mesmo de notar que ele também não estava preparado para dar aquele passo e que ele havia apenas se abaixado para amarrar o sapato.
Adorava crianças, e, apesar de não sentir arrependimento propriamente dito, havia bem lá no fundo uma dose de lamento reprimido. O mesmo rapaz que se abaixara para amarrar o sapato a engravidara aos oito meses de namoro, mas nem tivera tempo de saber devido ao aborto que ela realizou em completo silêncio e total solidão. Ninguém além dela mesma jamais saberia daquilo.
Amava artes de forma geral: música, teatro, pintura. Talvez seu arrependimento mais profundo fosse não ter feito nada daquilo nunca, afinal não havia como ter uma vida regrada e cheia de certezas nessas profissões. Vocação não rende números na conta ao final do mês, ao contrário do seu curso superior de ciências contábeis, coincidentemente a mesma profissão de sua mãe.
Não era à toa que, mesmo ganhando o suficiente para morar sozinha há pelo menos cinco anos, ainda não tivera coragem o suficiente para fazer algo mais que olhar os classificados por um apartamento. E isso gerava um zumbido em seu cérebro toda noite antes de dormir há quatro anos e meio.
E foi esse mesmo cansaço que, na madrugada de seu aniversário de trinta anos, foi catalisador dessa atitude corajosa e inconsequente. Era madrugada de domingo, período em que ela estava sempre em casa, afinal nunca saíra sábado à noite, que ela levantou, olhou no espelho do banheiro de rosto inchado pelo tempo passado no travesseiro, que ela disse “e se...?” pela última vez. Acordada às 3:17 da madrugada, mala pronta às 4:03 da manhã e passos lentos na sala em direção à porta, acompanhados apenas pela sua reza silenciosa por seus pais, ela ia embora. Olhou uma última vez em direção a seu quarto e pronunciou um adeus silencioso que apenas seus lábios ficaram sabendo. E, às 7 da manhã daquele mesmo dia, seu quarto vazio estava fracamente iluminado pelo sol através das frestas da janela. Ela não veria aquele quarto mais, mas não por ter realmente seguido em frente. Duas horas na rua haviam sido o suficiente para convencê-la que a atitude impulsiva não havia sido uma ideia exatamente boa, mas fora um pouco divertido. Enquanto ela voltava para casa, alguém alcoolizado a atropelou. E aquele que havia sido o pontapé inicial para a concretização de todos os futuros “e se...?” havia sido também o último. O primeiro passo foi dado, mas era muito tarde.
Ela tinha chegado aos trinta razoavelmente bem, mas ainda morar com os pais era algo que soava deslocado quando ela olhava para sua vida em retrospecto. Todas as escolhas que ela havia feito e que a levaram àquele ponto passaram por sua cabeça enquanto ela fechava a porta por fora e tomava aquilo que ela poderia considerar com folgas a atitude mais corajosa (ou talvez inconsequente) de sua vida. Ela se acostumou a pensar nas consequências, mesmo quando fazia algo de moral dúbia (ou que assim seria considerado).
Ironicamente ela gostava de novidade e novas experiências, mas mesmo assim tinha um certo pavor racional de sair de sua zona de conforto (afinal, se fosse alguma atitude “definitiva demais”, ela não teria como voltar atrás). E ela assim havia sido desde que ela conseguia se lembrar, desde sua primeira decisão própria, sem ajuda da mãe ou do pai: aos dez anos, aquela primeira blusa que havia escolhido na loja, que, apesar dos pais pagarem, ela que escolheu, e não fugia em absolutamente nada do estilo que sua mãe sempre comprava para ela.
Havia tido alguns namorados, mas sempre que sentia que algo sério estava tomando forma, acabava o relacionamento. O mais longo havia durado um mero ano e meio, mas, ao ver o rapaz se ajoelhando no meio do restaurante, ela não teve nem tempo de pensar na sua reação e saiu correndo antes mesmo de a entrada chegar. Antes mesmo de notar que ele também não estava preparado para dar aquele passo e que ele havia apenas se abaixado para amarrar o sapato.
Adorava crianças, e, apesar de não sentir arrependimento propriamente dito, havia bem lá no fundo uma dose de lamento reprimido. O mesmo rapaz que se abaixara para amarrar o sapato a engravidara aos oito meses de namoro, mas nem tivera tempo de saber devido ao aborto que ela realizou em completo silêncio e total solidão. Ninguém além dela mesma jamais saberia daquilo.
Amava artes de forma geral: música, teatro, pintura. Talvez seu arrependimento mais profundo fosse não ter feito nada daquilo nunca, afinal não havia como ter uma vida regrada e cheia de certezas nessas profissões. Vocação não rende números na conta ao final do mês, ao contrário do seu curso superior de ciências contábeis, coincidentemente a mesma profissão de sua mãe.
Não era à toa que, mesmo ganhando o suficiente para morar sozinha há pelo menos cinco anos, ainda não tivera coragem o suficiente para fazer algo mais que olhar os classificados por um apartamento. E isso gerava um zumbido em seu cérebro toda noite antes de dormir há quatro anos e meio.
E foi esse mesmo cansaço que, na madrugada de seu aniversário de trinta anos, foi catalisador dessa atitude corajosa e inconsequente. Era madrugada de domingo, período em que ela estava sempre em casa, afinal nunca saíra sábado à noite, que ela levantou, olhou no espelho do banheiro de rosto inchado pelo tempo passado no travesseiro, que ela disse “e se...?” pela última vez. Acordada às 3:17 da madrugada, mala pronta às 4:03 da manhã e passos lentos na sala em direção à porta, acompanhados apenas pela sua reza silenciosa por seus pais, ela ia embora. Olhou uma última vez em direção a seu quarto e pronunciou um adeus silencioso que apenas seus lábios ficaram sabendo. E, às 7 da manhã daquele mesmo dia, seu quarto vazio estava fracamente iluminado pelo sol através das frestas da janela. Ela não veria aquele quarto mais, mas não por ter realmente seguido em frente. Duas horas na rua haviam sido o suficiente para convencê-la que a atitude impulsiva não havia sido uma ideia exatamente boa, mas fora um pouco divertido. Enquanto ela voltava para casa, alguém alcoolizado a atropelou. E aquele que havia sido o pontapé inicial para a concretização de todos os futuros “e se...?” havia sido também o último. O primeiro passo foi dado, mas era muito tarde.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Quem Eu Não Feri
A sua voz está fraca e o seu amor está escasso
Amor, me diga, por favor, o que eu faço?
Os caminhos se cruzaram, mas as vidas não
Os pecados são os mesmos, mas as penitências são em vão
O seu medo se fortalece enquanto você perde a esperança
Amor, me mostre, por favor, como percorrer essa distância
Os olhares se cruzaram, mas os sentimentos não existem
Por que nós devemos viver enquanto outros desistem?
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
O nosso tempo está curto e o amanhã está longe
Amor, me diga, por favor, onde o seu coração se esconde
Os amores se cruzaram, mas não no mesmo coração
O que te faz acreditar não é uma visão
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
Não tenho culpa, não tenho do que me arrepender
Não vou fugir nem me esconder
O medo é uma barreira, não um limite
Só há sentimento desde que você acredite
Seus olhos se fecharam, me deixe vê-los mais uma vez
Me diga sim ou não, nunca talvez
Não me culpe por não desistir ou por tentar
Eu não sou alguém para se amar
Não dê adeus ao sonho porque você acordou
Há outra chance para quem errou
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
Amor, me diga, por favor, o que eu faço?
Os caminhos se cruzaram, mas as vidas não
Os pecados são os mesmos, mas as penitências são em vão
O seu medo se fortalece enquanto você perde a esperança
Amor, me mostre, por favor, como percorrer essa distância
Os olhares se cruzaram, mas os sentimentos não existem
Por que nós devemos viver enquanto outros desistem?
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
O nosso tempo está curto e o amanhã está longe
Amor, me diga, por favor, onde o seu coração se esconde
Os amores se cruzaram, mas não no mesmo coração
O que te faz acreditar não é uma visão
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
Não tenho culpa, não tenho do que me arrepender
Não vou fugir nem me esconder
O medo é uma barreira, não um limite
Só há sentimento desde que você acredite
Seus olhos se fecharam, me deixe vê-los mais uma vez
Me diga sim ou não, nunca talvez
Não me culpe por não desistir ou por tentar
Eu não sou alguém para se amar
Não dê adeus ao sonho porque você acordou
Há outra chance para quem errou
Tesouros existem para não serem revelados
Eu sei o que deve ser dito e o que deve ser guardado
Não dê adeus, não diga olá
Não me diga o que falar
Não quero saber como agir
Não quero ser a cura de quem eu não feri
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