Talvez você não consiga ver o que eu vejo em seus olhos
Às vezes nossa voz só fala de um eu subestimado
E mesmo quando cai a chuva lá fora
Insistimos em criar tempestades dentro de nós
Mas você nem imagina que vejo estrelas dentro de você
Ainda me lembro de quando não precisávamos sentir isso
Embora você admirasse o charme que os pessimistas podem ter
Hoje você é um deles, mas isso não é apenas pessimismo
É como ser enfeitiçado por um mundo de dor e tristeza
Hoje você acende um cigarro e se esconde atrás da fumaça
Dizendo não se importar com todas as coisas ruins que estão ao seu redor
Escondido, tentando ser forte, mas apenas tendo medo
Do preço que um sorriso pode ter
Mas não é todo dia que a nossa vida é varrida de dentro de nós
Às vezes as mudanças podem passar desapercebidas
As paredes que você construiu pra se cercar do mundo enfraquecem a cada dia
E não é mais tão fácil fingir que não se importa.
Hoje você é um adulto, e escolheu essa vida para si
Está num quarto vazio, esperando as más notícias
Enquanto sente saudades daquela criança que não vivia em um mundo frio
Apenas com vontade de recomeçar
Mas as coisas estão sim mudando
E as mudanças que você tanto tenta ignorar, estão diante de você
Às vezes a vida pode ser gentil
E aquele sorriso discreto pode voltar ao seu rosto antes que você perceba.
Hoje você vê felicidade em ser fraco
Pois seu conceito de força é deveras deturpado
Todas aquelas defesas estão indo embora
E seu mundo às avessas está desaparecendo
Em que momento você decidiu viver de descrença ao invés de deixar fluir?
Um novo mundo ainda virá, e nele sorrisos são simples gestos
E você poderá aprender a deixar de lado aquele velho cigarro
Sair da neblina com um brilho que você nem mesmo lembrava que tinha.
Tão distante está aquele mundo
Que você mal pode vê-lo
Hoje ele é apenas um sonho distante
Que te corroeu por muito tempo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Voz Crua
Derrame em mim sua saliva e sua voz crua
Enquanto desnuda minha carne e cobre a alma nua
Encontra minha pele e a cubra com sua saliva
Respire meu olhar com sua córnea viva
Dilacere minhas veias injetando sua libido
Transborde sua vontade no meu coração ferido
Sangre sua delicadeza e corte minha artéria
E nos cubra com sua sutileza tão etérea
Enquanto desnuda minha carne e cobre a alma nua
Encontra minha pele e a cubra com sua saliva
Respire meu olhar com sua córnea viva
Dilacere minhas veias injetando sua libido
Transborde sua vontade no meu coração ferido
Sangre sua delicadeza e corte minha artéria
E nos cubra com sua sutileza tão etérea
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Poeminha Qualquer
Durante muito tempo procurei fazer as pessoas sorrirem
Negando a mim mesma que alguém poderia me fazer sorrir também
Eu sempre me esforcei pra reafirmar meu papel
Onde é preciso ser forte para que as coisas dêem certo.
Mas seu sorriso estava lá no final.
E aquelas luzes nos teus olhos exerciam uma infinita atenção.
E eu, no ponto mais alto do mundo que isolei para me proteger.
Me joguei no mar de pedras em que você se protegeu.
Perdi as defesas, perdi parte de mim.
Agora quero me ter outra vez,
Quero te ter uma vez por inteiro, com a minha parte.
Quero sentir o que há além das pedras.
E me deixa decidir se é bom ou ruim.
Isso não é sobre o medo que sinto de terminar sozinha
Nem é sobre o desejo que tenho de sentir que você está aqui.
Isso não é sobre nós, não é sobre tua força sobre mim.
Não é mais um poeminha de amor
Ou talvez seja...
Porque enquanto encontrava a parte da minha vida que fazia sentido
Eu só encontrava você.
Entre lembranças que não quis ter e nós dois
Acho que fim é um poeminha qualquer.
Pedindo para me deixar tentar te fazer feliz.
Negando a mim mesma que alguém poderia me fazer sorrir também
Eu sempre me esforcei pra reafirmar meu papel
Onde é preciso ser forte para que as coisas dêem certo.
Mas seu sorriso estava lá no final.
E aquelas luzes nos teus olhos exerciam uma infinita atenção.
E eu, no ponto mais alto do mundo que isolei para me proteger.
Me joguei no mar de pedras em que você se protegeu.
Perdi as defesas, perdi parte de mim.
Agora quero me ter outra vez,
Quero te ter uma vez por inteiro, com a minha parte.
Quero sentir o que há além das pedras.
E me deixa decidir se é bom ou ruim.
Isso não é sobre o medo que sinto de terminar sozinha
Nem é sobre o desejo que tenho de sentir que você está aqui.
Isso não é sobre nós, não é sobre tua força sobre mim.
Não é mais um poeminha de amor
Ou talvez seja...
Porque enquanto encontrava a parte da minha vida que fazia sentido
Eu só encontrava você.
Entre lembranças que não quis ter e nós dois
Acho que fim é um poeminha qualquer.
Pedindo para me deixar tentar te fazer feliz.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Sobrevivência
Apague a luz e feche a porta, vá embora de mãos vazias
Não há mais nada para você aqui
Abaixe a cabeça, lamba suas feridas e sinta o gosto
Use essa boca que não sorri
Olhos abertos e arrependimentos atados
Sonhos amargos, pesadelos adocicados
Nada mais a perder nem a ganhar
Sobreviva às marés altas, afogado no próprio ar
Não há lugar pior que dentro de si mesmo em solidão
Para onde mais você pode ir?
Lágrimas demais já foram derramadas por nada demais
Use seus olhos para sorrir
Olhos fechados até as lágrimas desistirem
Deixe o vento secá-las e seus olhos abrirem
Desenhos nas nuvens são como os sentimentos
Você olha até achar algo quando deitado no relento
Você já chegou mais longe do que jamais imaginou
Sobreviveu a todas quedas, se levantou
Quão pior pode ser continuar vivo e andando?
Suas artérias cicatrizaram, nem estão mais sangrando
Não há mais nada para você aqui
Abaixe a cabeça, lamba suas feridas e sinta o gosto
Use essa boca que não sorri
Olhos abertos e arrependimentos atados
Sonhos amargos, pesadelos adocicados
Nada mais a perder nem a ganhar
Sobreviva às marés altas, afogado no próprio ar
Não há lugar pior que dentro de si mesmo em solidão
Para onde mais você pode ir?
Lágrimas demais já foram derramadas por nada demais
Use seus olhos para sorrir
Olhos fechados até as lágrimas desistirem
Deixe o vento secá-las e seus olhos abrirem
Desenhos nas nuvens são como os sentimentos
Você olha até achar algo quando deitado no relento
Você já chegou mais longe do que jamais imaginou
Sobreviveu a todas quedas, se levantou
Quão pior pode ser continuar vivo e andando?
Suas artérias cicatrizaram, nem estão mais sangrando
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Tudo que Sempre Tive
Eu não sei se alguém veria
As mudanças que já aconteceram
Nunca foi muito importante,
Mas esses últimos dias eu estive com medo
E isso poderia ter me destruído.
Eu me apego a histórias antigas,
Aos sonhos que já se foram
Isso só prende minha mente ao passado
E faz de mim distante
Como apenas o coração de uma mulher pode ficar.
Devo admitir que tudo se foi
E não sei se gosto do que me tornei;
Meus antigos sonhos estão de volta
É como voltar para casa.
Mas ainda assim pareço uma estranha,
E isso não é só algo triste:
Meus sonhos eram tudo a que sempre me apeguei.
Agora minha vida é só mudança,
É como trocar o chão pelo teto.
Fiz o que precisava ser feito
E perdi o que já não era meu
Mas ganhei novos amigos, e essa chance é tudo que tenho.
Conquistei pessoas e as deixei chorando
Isso também é destruir sonhos;
Não afastei apenas as pessoas:
Também me tornei irreconhecível,
Mas sinto que mereço estar de volta.
Pois embora meu coração já tenha estado em todos os lugares,
Meu corpo envelheceu no mesmo lugar.
Às vezes penso em voltar no tempo
E dizer o que não foi dito,
Mas não sei se ainda existirão ouvidos.
Só queria dizer que amei
E que não há nada demais nisso;
Hoje vejo que ser dura não te traz o que importa
Quando seu coração é feito de carne.
Você deve saber que também fui triste
Quando me vi cercada de um vazio sem fim.
Olho ao redor e nada é diferente,
A dureza ainda faz parte de mim
E o medo ainda me faz gelar.
Mesmo assim eu ainda posso amar
E é nisso que penso o tempo todo,
Meu coração só quer um doce romance.
Por isso hoje sou distante,
Apenas uma casca vazia
Como só o coração de uma mulher pode estar.
As mudanças que já aconteceram
Nunca foi muito importante,
Mas esses últimos dias eu estive com medo
E isso poderia ter me destruído.
Eu me apego a histórias antigas,
Aos sonhos que já se foram
Isso só prende minha mente ao passado
E faz de mim distante
Como apenas o coração de uma mulher pode ficar.
Devo admitir que tudo se foi
E não sei se gosto do que me tornei;
Meus antigos sonhos estão de volta
É como voltar para casa.
Mas ainda assim pareço uma estranha,
E isso não é só algo triste:
Meus sonhos eram tudo a que sempre me apeguei.
Agora minha vida é só mudança,
É como trocar o chão pelo teto.
Fiz o que precisava ser feito
E perdi o que já não era meu
Mas ganhei novos amigos, e essa chance é tudo que tenho.
Conquistei pessoas e as deixei chorando
Isso também é destruir sonhos;
Não afastei apenas as pessoas:
Também me tornei irreconhecível,
Mas sinto que mereço estar de volta.
Pois embora meu coração já tenha estado em todos os lugares,
Meu corpo envelheceu no mesmo lugar.
Às vezes penso em voltar no tempo
E dizer o que não foi dito,
Mas não sei se ainda existirão ouvidos.
Só queria dizer que amei
E que não há nada demais nisso;
Hoje vejo que ser dura não te traz o que importa
Quando seu coração é feito de carne.
Você deve saber que também fui triste
Quando me vi cercada de um vazio sem fim.
Olho ao redor e nada é diferente,
A dureza ainda faz parte de mim
E o medo ainda me faz gelar.
Mesmo assim eu ainda posso amar
E é nisso que penso o tempo todo,
Meu coração só quer um doce romance.
Por isso hoje sou distante,
Apenas uma casca vazia
Como só o coração de uma mulher pode estar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Verdade Exposta
Quem sou eu, senão apenas mais uma boca que se alimenta da bondade?
Um mero olhar perdido no espelho, afogado e embriagado em vaidade?
Uma voz nunca ouvida em meio a toda a gritaria
Apenas uma folha caída, arrastado pela ventania
Quem mais serei eu assim que a última luz for finalmente apagada?
Um tijolo amarelo e só, pavimentando o fim da estrada?
Ou apenas uma mão ferida e ensanguentada...
Um mero pensamento que teve suas asas cortadas
Coloquei em suas mãos grande parte do que eu fui
E permiti seu julgamento sem nem ao menos questionar
E como um castelo de areia que na chuva rui
Eu lhe permiti ser o carrasco a me executar
Depositei em suas veias meu sangue, que agora é aguado
E ele corre agora fino em minhas veias frias
Não há mais batimento, meu coração está parado
E meu ódio e meu perdão são suas crias
Quem somos nós agora, senão certezas que foram desfeitas?
Promessas feitas em dias claros e descumpridas em noites imperfeitas?
Sangue derramado e crueldade enfim exposta
E o gosto agridoce que minha língua tanto desgosta
Um mero olhar perdido no espelho, afogado e embriagado em vaidade?
Uma voz nunca ouvida em meio a toda a gritaria
Apenas uma folha caída, arrastado pela ventania
Quem mais serei eu assim que a última luz for finalmente apagada?
Um tijolo amarelo e só, pavimentando o fim da estrada?
Ou apenas uma mão ferida e ensanguentada...
Um mero pensamento que teve suas asas cortadas
Coloquei em suas mãos grande parte do que eu fui
E permiti seu julgamento sem nem ao menos questionar
E como um castelo de areia que na chuva rui
Eu lhe permiti ser o carrasco a me executar
Depositei em suas veias meu sangue, que agora é aguado
E ele corre agora fino em minhas veias frias
Não há mais batimento, meu coração está parado
E meu ódio e meu perdão são suas crias
Quem somos nós agora, senão certezas que foram desfeitas?
Promessas feitas em dias claros e descumpridas em noites imperfeitas?
Sangue derramado e crueldade enfim exposta
E o gosto agridoce que minha língua tanto desgosta
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