O que diz a sua voz
Quando meus ouvidos não estão por perto?
Gritos em vão por clemência
Ou apenas ecoa como silêncio no deserto?
O que vêem seus olhos plácidos
Quando suas pálpebras obstruem o caminho?
Seu próprio reflexo cego
Ou egoísmo embriagado por sangue e vinho?
Você é o que há de sobras
Quando seu espírito se decompõe
Uma casca vazia de carne e ossos
Um sótão fechado sem janelas ou alçapões
Um prisioneiro em sua própria mente
Feito de restos mortais de uma personalidade
Egoísta e ensimesmado, tentado ser o que não é
Sangrando quando questionado sobre naturalidade
O que sobra em suas veias
Quando o ferimento se torna cicatriz?
Memórias e momentos doces
Ou apenas crueldade e atos vis?
Quando a alma se despedaça
Você tem algo restando além de medo?
Escuro como uma noite sem estrelas
E a madrugada ainda é muito cedo...
Você é o que há de sobras
Quando sua mente se despedaça
Uma caixa vazia de sangue e carne
Um mero invólucro vazio, apenas uma casca
Um prisioneiro de seu próprio espírito
Feito de restos mortais da sua sanidade
Egoísta e ensimesmado, tentado ser o que não é
Sangrando quando questionado sobre naturalidade
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Doce Fruto
Talvez se você me ouvisse
Falando dentro de você baixinho
O quanto eu te quis, o quanto te quero
O quanto eu busco o teu sentido
Mas você não me ouve, eu não grito
E hoje essa luta só me mata
Seria como me dar um tiro
Mas você não compreende, não sabe nada
Você não vê o quanto me atormenta
Saber que o seu começo é o meu fim
E agora eu não mais entendo
O que é que você quer de mim
Depois de me cozinhar em fogo brando
Você me tira e põe à mesa
Me prova como se nada houvesse
E age como se ainda vivêssemos
Apenas pra redescobrir a melhor maneira de me ter...
E depois de reprovar o gosto de nós dois
Sentada à mesa, me olha com indiferença
E saboreia o amargo, doce fruto
Dos pensamentos que já dedicou a outro
Enquanto eu te quis, e como fui tolo
O quanto que eu pude te amar
Mas agora que sabe, o quanto desejei
Ouvir tua voz, poder te tocar
Agora você sabe que tudo se foi
E que agora é tarde, mas estou aqui
Remetendo a tudo que me dói
Pra te dar um beijo antes de ir
E te deixar com um gosto amargo
Do doce fruto de um adeus estragado
Que você vai ouvir baixinho
E saborear até o último pedaço
Porque eu mastiguei essa dor por anos
Está na hora de vomitar pra viver
De me virar e seguir meus planos
Mas dessa vez, eu vou sem você
E você vai ficar e falar baixinho
E eu não vou estar aqui pra te ouvir
E isso vai doer, vai doer tanto
Que desejará para sempre não sentir
Assim como não te sinto, assim como não te ouço
Você entenderá o sentido que tem
Entrar em campo e perder o jogo.
Fique com nossa dor, fique com minha palidez
Fique com a desnutrição que eu nutri mastigando você
Ouça meu andar enquanto em afasto
E descubra que é só um sonho, você já perdeu meus passos
Sour .
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Sacrifício Silencioso
Silêncio e desespero, gritos e histeria
Quanto da sua sanidade sobrevive à luz do dia?
Remorso e compensação, erro e sentimento
Quanto ainda há no seu coração além de tormento?
Há tanta cobrança, e sua necessidade é tão pouca
Quantos ao seu redor merecem que sua mente fique louca?
Tanto sacrifício ecoa a ironia de tanta solidão
Brilha à luz do silêncio a falta de uma mão
A diferença entre quantos tomam e quantos entregam
Quantos realmente lhe abraçam e quantos lhe negam
falsos apertos de mão e tantos falsos amigos
Há tanto joio na colheita que já é difícil achar trigo
Para tentar aplacar a solidão você sacrifica a sua paz
E enquanto ainda se entrega, já lhe pedem mais
Quando sacrifica sua paz, sacrifica um pedaço de você
Quanto mais você ainda vai permitir se perder?
Quanto da sua sanidade sobrevive à luz do dia?
Remorso e compensação, erro e sentimento
Quanto ainda há no seu coração além de tormento?
Há tanta cobrança, e sua necessidade é tão pouca
Quantos ao seu redor merecem que sua mente fique louca?
Tanto sacrifício ecoa a ironia de tanta solidão
Brilha à luz do silêncio a falta de uma mão
A diferença entre quantos tomam e quantos entregam
Quantos realmente lhe abraçam e quantos lhe negam
falsos apertos de mão e tantos falsos amigos
Há tanto joio na colheita que já é difícil achar trigo
Para tentar aplacar a solidão você sacrifica a sua paz
E enquanto ainda se entrega, já lhe pedem mais
Quando sacrifica sua paz, sacrifica um pedaço de você
Quanto mais você ainda vai permitir se perder?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Mundo Gentil
Talvez você não consiga ver o que eu vejo em seus olhos
Às vezes nossa voz só fala de um eu subestimado
E mesmo quando cai a chuva lá fora
Insistimos em criar tempestades dentro de nós
Mas você nem imagina que vejo estrelas dentro de você
Ainda me lembro de quando não precisávamos sentir isso
Embora você admirasse o charme que os pessimistas podem ter
Hoje você é um deles, mas isso não é apenas pessimismo
É como ser enfeitiçado por um mundo de dor e tristeza
Hoje você acende um cigarro e se esconde atrás da fumaça
Dizendo não se importar com todas as coisas ruins que estão ao seu redor
Escondido, tentando ser forte, mas apenas tendo medo
Do preço que um sorriso pode ter
Mas não é todo dia que a nossa vida é varrida de dentro de nós
Às vezes as mudanças podem passar desapercebidas
As paredes que você construiu pra se cercar do mundo enfraquecem a cada dia
E não é mais tão fácil fingir que não se importa.
Hoje você é um adulto, e escolheu essa vida para si
Está num quarto vazio, esperando as más notícias
Enquanto sente saudades daquela criança que não vivia em um mundo frio
Apenas com vontade de recomeçar
Mas as coisas estão sim mudando
E as mudanças que você tanto tenta ignorar, estão diante de você
Às vezes a vida pode ser gentil
E aquele sorriso discreto pode voltar ao seu rosto antes que você perceba.
Hoje você vê felicidade em ser fraco
Pois seu conceito de força é deveras deturpado
Todas aquelas defesas estão indo embora
E seu mundo às avessas está desaparecendo
Em que momento você decidiu viver de descrença ao invés de deixar fluir?
Um novo mundo ainda virá, e nele sorrisos são simples gestos
E você poderá aprender a deixar de lado aquele velho cigarro
Sair da neblina com um brilho que você nem mesmo lembrava que tinha.
Tão distante está aquele mundo
Que você mal pode vê-lo
Hoje ele é apenas um sonho distante
Que te corroeu por muito tempo.
Às vezes nossa voz só fala de um eu subestimado
E mesmo quando cai a chuva lá fora
Insistimos em criar tempestades dentro de nós
Mas você nem imagina que vejo estrelas dentro de você
Ainda me lembro de quando não precisávamos sentir isso
Embora você admirasse o charme que os pessimistas podem ter
Hoje você é um deles, mas isso não é apenas pessimismo
É como ser enfeitiçado por um mundo de dor e tristeza
Hoje você acende um cigarro e se esconde atrás da fumaça
Dizendo não se importar com todas as coisas ruins que estão ao seu redor
Escondido, tentando ser forte, mas apenas tendo medo
Do preço que um sorriso pode ter
Mas não é todo dia que a nossa vida é varrida de dentro de nós
Às vezes as mudanças podem passar desapercebidas
As paredes que você construiu pra se cercar do mundo enfraquecem a cada dia
E não é mais tão fácil fingir que não se importa.
Hoje você é um adulto, e escolheu essa vida para si
Está num quarto vazio, esperando as más notícias
Enquanto sente saudades daquela criança que não vivia em um mundo frio
Apenas com vontade de recomeçar
Mas as coisas estão sim mudando
E as mudanças que você tanto tenta ignorar, estão diante de você
Às vezes a vida pode ser gentil
E aquele sorriso discreto pode voltar ao seu rosto antes que você perceba.
Hoje você vê felicidade em ser fraco
Pois seu conceito de força é deveras deturpado
Todas aquelas defesas estão indo embora
E seu mundo às avessas está desaparecendo
Em que momento você decidiu viver de descrença ao invés de deixar fluir?
Um novo mundo ainda virá, e nele sorrisos são simples gestos
E você poderá aprender a deixar de lado aquele velho cigarro
Sair da neblina com um brilho que você nem mesmo lembrava que tinha.
Tão distante está aquele mundo
Que você mal pode vê-lo
Hoje ele é apenas um sonho distante
Que te corroeu por muito tempo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Voz Crua
Derrame em mim sua saliva e sua voz crua
Enquanto desnuda minha carne e cobre a alma nua
Encontra minha pele e a cubra com sua saliva
Respire meu olhar com sua córnea viva
Dilacere minhas veias injetando sua libido
Transborde sua vontade no meu coração ferido
Sangre sua delicadeza e corte minha artéria
E nos cubra com sua sutileza tão etérea
Enquanto desnuda minha carne e cobre a alma nua
Encontra minha pele e a cubra com sua saliva
Respire meu olhar com sua córnea viva
Dilacere minhas veias injetando sua libido
Transborde sua vontade no meu coração ferido
Sangre sua delicadeza e corte minha artéria
E nos cubra com sua sutileza tão etérea
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Poeminha Qualquer
Durante muito tempo procurei fazer as pessoas sorrirem
Negando a mim mesma que alguém poderia me fazer sorrir também
Eu sempre me esforcei pra reafirmar meu papel
Onde é preciso ser forte para que as coisas dêem certo.
Mas seu sorriso estava lá no final.
E aquelas luzes nos teus olhos exerciam uma infinita atenção.
E eu, no ponto mais alto do mundo que isolei para me proteger.
Me joguei no mar de pedras em que você se protegeu.
Perdi as defesas, perdi parte de mim.
Agora quero me ter outra vez,
Quero te ter uma vez por inteiro, com a minha parte.
Quero sentir o que há além das pedras.
E me deixa decidir se é bom ou ruim.
Isso não é sobre o medo que sinto de terminar sozinha
Nem é sobre o desejo que tenho de sentir que você está aqui.
Isso não é sobre nós, não é sobre tua força sobre mim.
Não é mais um poeminha de amor
Ou talvez seja...
Porque enquanto encontrava a parte da minha vida que fazia sentido
Eu só encontrava você.
Entre lembranças que não quis ter e nós dois
Acho que fim é um poeminha qualquer.
Pedindo para me deixar tentar te fazer feliz.
Negando a mim mesma que alguém poderia me fazer sorrir também
Eu sempre me esforcei pra reafirmar meu papel
Onde é preciso ser forte para que as coisas dêem certo.
Mas seu sorriso estava lá no final.
E aquelas luzes nos teus olhos exerciam uma infinita atenção.
E eu, no ponto mais alto do mundo que isolei para me proteger.
Me joguei no mar de pedras em que você se protegeu.
Perdi as defesas, perdi parte de mim.
Agora quero me ter outra vez,
Quero te ter uma vez por inteiro, com a minha parte.
Quero sentir o que há além das pedras.
E me deixa decidir se é bom ou ruim.
Isso não é sobre o medo que sinto de terminar sozinha
Nem é sobre o desejo que tenho de sentir que você está aqui.
Isso não é sobre nós, não é sobre tua força sobre mim.
Não é mais um poeminha de amor
Ou talvez seja...
Porque enquanto encontrava a parte da minha vida que fazia sentido
Eu só encontrava você.
Entre lembranças que não quis ter e nós dois
Acho que fim é um poeminha qualquer.
Pedindo para me deixar tentar te fazer feliz.
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