Me mude, me faça ser algo melhor
Me mostre aquelas respostas que você já sabe de cor
Me ensine, me faça crescer
Me mostre que ainda há algo mais para crer
Me mostre um pouco de dor
Pelo resto que ainda resta, me mostre um pouco mais
Leve-me aonde você for
E me traga de volta, como você sempre traz
Me pinte, me traga cores novas
Me mostre que com sentimentos não se precisa de provas
Me diga que não há o que esperar
Apenas fechar os olhos e aceitar o que virá
Me aprenda, como eu quero lhe aprender
Me mostre como você não é tudo que quer ser
Me mude, me ensine a ser algo melhor
E seja todas as minhas respostas que você sabe de cor
Me mostre um pouco de dor
Pelo resto que ainda resta, me mostre um pouco mais
Leve-me aonde você for
E me traga de volta, como você sempre traz
terça-feira, 9 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Que Seja Breve...
Que eu possa amar, desamar...
Sem nenhuma culpa
Sem nenhum esforço
Apenas com uma pequena dor, pra sentir que foi de verdade.
Que seja doce...
Pra que se torne uma boa lembrança,
Pra que eu possa saber que algum dia existiu
Algum carinho, que não morreu.
Mas se não for breve,
Que seja ao menos doce
Pra que o último dia seja como o primeiro
Sentindo que no fundo, apesar de tudo, tudo valeu a pena.
E se não for doce,
Então que seja breve
Não são permitidos amores doentios
Nem existe lugar pra mentiras nesse interior.
Se não for pra ser doce,
E se não for breve
Ao menos esteja vivo,
Para que eu possa sentir quando lembrar no fim da vida.
E se não existir,
Que eu possa sonhar, pelo menos
Que eu feche os olhos,
E sinta que vai acontecer algo bom
Que será breve e doce;
Doce como no primeiro dia
E breve, como os amores mais bonitos.
Mas que eu acredite que existiu
E que, apesar de ter chegado ao fim,
Que fique claro:
Poderia ser pra sempre
Sem nenhuma culpa
Sem nenhum esforço
Apenas com uma pequena dor, pra sentir que foi de verdade.
Que seja doce...
Pra que se torne uma boa lembrança,
Pra que eu possa saber que algum dia existiu
Algum carinho, que não morreu.
Mas se não for breve,
Que seja ao menos doce
Pra que o último dia seja como o primeiro
Sentindo que no fundo, apesar de tudo, tudo valeu a pena.
E se não for doce,
Então que seja breve
Não são permitidos amores doentios
Nem existe lugar pra mentiras nesse interior.
Se não for pra ser doce,
E se não for breve
Ao menos esteja vivo,
Para que eu possa sentir quando lembrar no fim da vida.
E se não existir,
Que eu possa sonhar, pelo menos
Que eu feche os olhos,
E sinta que vai acontecer algo bom
Que será breve e doce;
Doce como no primeiro dia
E breve, como os amores mais bonitos.
Mas que eu acredite que existiu
E que, apesar de ter chegado ao fim,
Que fique claro:
Poderia ser pra sempre
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Falta
Eu sinto falta daquelas coisas pequenas. Aquelas que chegam a ser ínfimas, mas que eu nunca tive. Aquele olhar nos meus olhos, rápido e levemente raso, mas que me entende como se houvesse me analisado por horas. O olhar que capta minhas razões antes mesmo de eu tomar as ações, que sabe o que há por trás de cada palavra não dita. Aquele mesmo olhar que eu não consigo ver, porque me observa enquanto eu durmo.
Eu sinto falta daquela música que eu não tive. A mesma que não foi especial, que não me faz recordar do momento que eu conheci alguém, de um primeiro beijo ou de um primeiro olhar. Aquela música lenta que eu não ouvi num primeiro encontro ou que não embalou alguma última dança.
Aquela comédia romântica ruim, que pareceu o melhor filme do mundo durante uma hora e meia. Aquele jantar feito às pressas e iluminado a velas, só porque faltou luz. Aquele brinquedo sem graça, num parque de diversões sem muitas opções, mas de mãos dadas. Aquela poesia que eu não escrevi e ninguém leu pra mim. Me fazem falta, desde aquele olhar que me faz ouvir música até aquela canção que eu nunca ouvi.
É, eu admito, sinto falta dessas e de mais um monte de coisa que eu nunca tive, mas também me sinto cansado disso que eu tenho de sobra. E, no momento, tudo que eu tenho de sobra sou eu mesmo.
Eu sinto falta daquela música que eu não tive. A mesma que não foi especial, que não me faz recordar do momento que eu conheci alguém, de um primeiro beijo ou de um primeiro olhar. Aquela música lenta que eu não ouvi num primeiro encontro ou que não embalou alguma última dança.
Aquela comédia romântica ruim, que pareceu o melhor filme do mundo durante uma hora e meia. Aquele jantar feito às pressas e iluminado a velas, só porque faltou luz. Aquele brinquedo sem graça, num parque de diversões sem muitas opções, mas de mãos dadas. Aquela poesia que eu não escrevi e ninguém leu pra mim. Me fazem falta, desde aquele olhar que me faz ouvir música até aquela canção que eu nunca ouvi.
É, eu admito, sinto falta dessas e de mais um monte de coisa que eu nunca tive, mas também me sinto cansado disso que eu tenho de sobra. E, no momento, tudo que eu tenho de sobra sou eu mesmo.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Pedidos para a Estrela-Cadente
Não, eu não quero tudo.
Quero apenas sorrisos sinceros,
Beijos apaixonados,
Abraços sem fim,
Olhares de confiança.
Definitivamente, não preciso de muita coisa:
Preciso apenas de alguma motivação, ás vezes,
Para realizar meus sonhos,
Quero meu teto de vidro
Para que eu possa olhar o céu estrelado.
Que eu acorde de manhã
E veja que há alguém pra me desejar bom-dia,
Que meus defeitos contribuam pra minha felicidade,
Que minha felicidade esteja em coisas simples
(e que eu possa vê-las sempre).
Quero renovar a minha fé em mim,
E, porque não, a fé que tenho nos outros.
Porque viver como uma eterna criança, é viver.
Quero chorar ás vezes, só para ter aquele abraço amigo,
Ter forças pra poder ser adulta
Sem deixar a velhice tomar conta de mim.
Poder ter atitudes insanas que não façam mal a ninguém
Apenas porque tive um medinho infantil.
Não quero o mundo todo...
Quero o meu mundo, e quero agora!
E, depois de tê-lo completamente,
Quero poder olhar pra trás e ver que valeu a pena,
Lembrar das coisas erradas que fiz
E que levaram pro caminho que completei.
Quero que depois de tudo isso,
Eu não sinta culpa de desejar que não exista um Deus
Só pra que ninguém saiba de tudo o que vivi
(Afinal, foi errado, mas foi divertido).
Cá pra nós, quem não fez nada sabendo que era errado, não viveu de verdade!
Quero me tornar uma velhinha bonitinha
(cheia de cabelos brancos...),
Quero ficar amiga da lagartixa lá de casa
Pra ela parar de me dar sustos toda hora,
Quero ter um amor de estremecer as pernas
Só pra poder acreditar,
Quero ter coragem para dizer sempre a verdade
"Amo", quando amar e "odeio", quando odiar,
Quero viajar lá pra perto das nuvens
E tirar os pés do chão,
Quero tomar muitos banhos de chuva e ficar muito doente,
Quero conexão com os mundos dos outros,
Quero flores na minha lápide,
Quero lembranças minhas nos sorrisos dos outros,
E lembranças dos outros nos meus sorrisos,
Quero ser protagonista da minha vida
Sem ter que assumir personagens que não sejam meus,
Fazer o que tem que ser feito com prazer,
Quero que o amanhã seja melhor que hoje,
E que quando não tiver mais amanhã
Todos esses desejos estejam realizados.
Quero apenas sorrisos sinceros,
Beijos apaixonados,
Abraços sem fim,
Olhares de confiança.
Definitivamente, não preciso de muita coisa:
Preciso apenas de alguma motivação, ás vezes,
Para realizar meus sonhos,
Quero meu teto de vidro
Para que eu possa olhar o céu estrelado.
Que eu acorde de manhã
E veja que há alguém pra me desejar bom-dia,
Que meus defeitos contribuam pra minha felicidade,
Que minha felicidade esteja em coisas simples
(e que eu possa vê-las sempre).
Quero renovar a minha fé em mim,
E, porque não, a fé que tenho nos outros.
Porque viver como uma eterna criança, é viver.
Quero chorar ás vezes, só para ter aquele abraço amigo,
Ter forças pra poder ser adulta
Sem deixar a velhice tomar conta de mim.
Poder ter atitudes insanas que não façam mal a ninguém
Apenas porque tive um medinho infantil.
Não quero o mundo todo...
Quero o meu mundo, e quero agora!
E, depois de tê-lo completamente,
Quero poder olhar pra trás e ver que valeu a pena,
Lembrar das coisas erradas que fiz
E que levaram pro caminho que completei.
Quero que depois de tudo isso,
Eu não sinta culpa de desejar que não exista um Deus
Só pra que ninguém saiba de tudo o que vivi
(Afinal, foi errado, mas foi divertido).
Cá pra nós, quem não fez nada sabendo que era errado, não viveu de verdade!
Quero me tornar uma velhinha bonitinha
(cheia de cabelos brancos...),
Quero ficar amiga da lagartixa lá de casa
Pra ela parar de me dar sustos toda hora,
Quero ter um amor de estremecer as pernas
Só pra poder acreditar,
Quero ter coragem para dizer sempre a verdade
"Amo", quando amar e "odeio", quando odiar,
Quero viajar lá pra perto das nuvens
E tirar os pés do chão,
Quero tomar muitos banhos de chuva e ficar muito doente,
Quero conexão com os mundos dos outros,
Quero flores na minha lápide,
Quero lembranças minhas nos sorrisos dos outros,
E lembranças dos outros nos meus sorrisos,
Quero ser protagonista da minha vida
Sem ter que assumir personagens que não sejam meus,
Fazer o que tem que ser feito com prazer,
Quero que o amanhã seja melhor que hoje,
E que quando não tiver mais amanhã
Todos esses desejos estejam realizados.
Sweetie .
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Apenas Mais Um Sonho
Era uma madrugada fria e ela recém havia acordado de um sonho. Ainda não sabia se era um sonho bom ou ruim, só que ele havia perturbado seu sono. Lembrava-se pouco dele, mas, mais que qualquer coisa, lembra-se que queria esquecê-lo. Sabia que se tratava de mais uma daquelas coisas que ela queria deixar pra trás, mas sua cabeça adormecida continuava a dar vida.
Talvez tivesse sido a lembrança da última conversa com seu pai, quando ele disse que ela era uma decepção, mas ela não teve a coragem de dar uma resposta, apenas fechou os olhos para impedir que alguma lágrima imprópria escorresse e deu-lhe as costas. Talvez tivesse revivido o momento que sua melhor amiga havia se mudado pra outro estado, indo embora junto com a promessa de manterem contato. Talvez as memórias de todas as vezes que seu ex-namorado disse que eles não eram certos um pro outro. E não eram, mas não era aquele o momento que ela queria para descobrir isso.
Eram tantas as coisas que ela não queria lembrar e tão poucas as que podiam ocupar sua mente para que isso não acontecesse. Uma cama com a outra metade fria, só uma escova de dentes no banheiro, um apartamento de dois quartos com apenas um ocupado. Ela se perguntava como poderia haver tanto espaço vazio num lugar tão pequeno. E isso se aplicava ao seu coração também.
Não descobriu. Aquilo foi apenas um momento de lucidez, daqueles que se tem durante a noite, vira-se para o lado e continua a dormir. E mesmo após alguns outros sonhos ruins, foi apenas mais uma noite de sono.
Talvez tivesse sido a lembrança da última conversa com seu pai, quando ele disse que ela era uma decepção, mas ela não teve a coragem de dar uma resposta, apenas fechou os olhos para impedir que alguma lágrima imprópria escorresse e deu-lhe as costas. Talvez tivesse revivido o momento que sua melhor amiga havia se mudado pra outro estado, indo embora junto com a promessa de manterem contato. Talvez as memórias de todas as vezes que seu ex-namorado disse que eles não eram certos um pro outro. E não eram, mas não era aquele o momento que ela queria para descobrir isso.
Eram tantas as coisas que ela não queria lembrar e tão poucas as que podiam ocupar sua mente para que isso não acontecesse. Uma cama com a outra metade fria, só uma escova de dentes no banheiro, um apartamento de dois quartos com apenas um ocupado. Ela se perguntava como poderia haver tanto espaço vazio num lugar tão pequeno. E isso se aplicava ao seu coração também.
Não descobriu. Aquilo foi apenas um momento de lucidez, daqueles que se tem durante a noite, vira-se para o lado e continua a dormir. E mesmo após alguns outros sonhos ruins, foi apenas mais uma noite de sono.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sobre os Sorrisos e os Desamores
Nesse mundo
Prefiro ser poeta
A ser sensato:
Os sensatos se dizem felizes
Enquanto compram, riem e se distanciam
Em nome de toda aquela sujeira que eles produzem
E que nem sequer tem coragem de engolir.
Enquanto aos poetas? Ahh, os poetas!
Esses se despem sem pudor
Libertam-se, gritam pelo mundo
Destroem suas ilhas imaginarias
Tornando-as continentes.
Em verdade, só os sensatos podem ser tão serenos
Eles não se mexem, não se olham, não se tocam...
Mas mesmo assim acreditam não serem malucos
Pois nós, os poetas, é que recriamos os desamores
Fazendo dos amores malucos uma simples sugestão de como sorrir.
Mas a lucidez é reproduzida numa ilha
Onde habitam as fábricas de amores
Delas saem a sensatez, o egoísmo e a falsidade
Que fazem do mundo ilhas cada vez mais caducas.
Mas a poesia não conta apenas a nudez
A insensatez
E os amores do mundo...
E se o planeta não fosse feito de ilhas
A poesia não seria uma ponte para abismos incertos.
Prefiro ser poeta
A ser sensato:
Os sensatos se dizem felizes
Enquanto compram, riem e se distanciam
Em nome de toda aquela sujeira que eles produzem
E que nem sequer tem coragem de engolir.
Enquanto aos poetas? Ahh, os poetas!
Esses se despem sem pudor
Libertam-se, gritam pelo mundo
Destroem suas ilhas imaginarias
Tornando-as continentes.
Em verdade, só os sensatos podem ser tão serenos
Eles não se mexem, não se olham, não se tocam...
Mas mesmo assim acreditam não serem malucos
Pois nós, os poetas, é que recriamos os desamores
Fazendo dos amores malucos uma simples sugestão de como sorrir.
Mas a lucidez é reproduzida numa ilha
Onde habitam as fábricas de amores
Delas saem a sensatez, o egoísmo e a falsidade
Que fazem do mundo ilhas cada vez mais caducas.
Mas a poesia não conta apenas a nudez
A insensatez
E os amores do mundo...
E se o planeta não fosse feito de ilhas
A poesia não seria uma ponte para abismos incertos.
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