É o tipo de coisa que eu vejo e, inevitavelmente me faz sentir vergonha de não tentar ser alguém melhor. Por isso eu tento o tempo todo. Mesmo quando me acham grossa. Não existe o "não merecimento". Todos merecem coisas boas. Se não dão coisas boas aos outros, não é nosso problema, certo? Não gosto do "você tem o lado meu que merece". Não é sobre os outros, é apenas sobre você. Eu não consigo sempre, mas é por mim, mesmo. Você pode tentar arrancar sorrisos, ou não. Pode tentar fazer o bem. Ser o grãozinho de areia de sorrisos pelo mundo
Me faz triste ver dizerem " já fui assim, mas a vida me deu lições que me fizeram um pouco mais amargo". Então eu apenas me dedico a resgatar um pouco delas fazendo o bem, sendo um pouco como ele. As pessoas que são boas não deveriam sofrer nunca. Nenhuma deveria, muito menos elas. Acho que cada um precisa de um coração colorido, um monte de amor pulsante. Mas as próprias pessoas estragam isso. Elas destroem os corações, despedaçam os amores.
Já tentei fazer bolo, não funcionou. Já tentei e não consegui. Posso suportar algumas quedas, mas não aguento mais ver pessoas sofrerem sem merecer. Pessoas se amargurarem por serem boas. Usarem o amor das pessoas contra elas. Cada um sabe do seu bem. Faz o que precisa ser feito. Se dedica a alguma coisa. Dedico meu tempo a tentar resgatar corações. Fazer crerem que há sim algo de bom a ser aproveitado, a ser vivido. Que devemos acreditar que as pessoas são boas sem que elas precisem provar isso.
Me chamem de boba, já me chamaram de coisa muito pior. Mas nem sempre é fácil acreditar nisso. Só que eu me recuso a me render por pessoas que não fariam o mesmo por mim. Vocês podem tentar, ou podem viver desconfiados. A vida é isso? A escolha é sua.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Me Diga Você
Tudo o que posso dizer sobre isso é que sou a pessoa que disse que não conseguia ser. Porém meu coração se sente em casa, e é isso que não entendo.
Sempre pensei que faltava algo em mim, como se não pertencesse a lugar algum. Sempre soube, dentro de mim e com todas as minhas forças que minha Vienna não estava no mapa. Talvez não esteja. Mas hoje, no lugar onde sempre estive, no lugar que não era meu, eu sinto apenas que sou quem deveria ser. Sou quem eu quero, sentindo o que sinto.
Hoje eu estou novamente com medo. Mas, devo confessar que esse é o mais fraco dos sentimentos. Como se não importasse, como se o amanhã pertencesse a outra vida. Como se Vienna tivesse pousado em mim. O que eu sinto, e é ainda mais difícil admitir isso, é algo estranho. É realmente o não-sei-o-quê. Acho que quero nem racionalizar tanto isso.
Confesso que estou menos poética hoje. Se tem uma coisa que aprendi com esse "não-sei-o-quê é que quanto mais você pensa, pior fica. Pensar piora, agir melhora. Mesmo quando dá errado, dá certo. E meu coração sempre está preparado para quando não funciona. Não reclamo, nem me importo. Ou não sei. Me reconheço cada vez menos. Sou realmente Sweetie agora.
A verdade, a grande e maciça verdade, é que não sei quem eu sou. Me defini sendo durona, do tipo que não precisa se esforçar para descrer na própria felicidade. Sem fazer nenhum esforço. Mover nem uma palha.
Hoje eu me olho e vejo um sorriso totalmente sincero no rosto. Mas de um tipo diferente. Como se a vida trouxesse uma felicidade diferente. Ou os músculos do meu rosto encontrassem um modo diferente de sorrir que eu desconhecia. Tenho medo, felicidade e muita coisa que não entendo junta. Mas não quero entender. Quero apenas ser.
Sinto que sempre fui assim, que hoje me reconheço. Me lembra todo esse tempo aqui. E o dia de um dos posts do Bruno. E é isso que tem pra hoje. A mais genuína identificação com aquele texto.
"Será que é amor?"
"Não sei, me diga você".
Verdadeiramente,
Sweetie.
Sempre pensei que faltava algo em mim, como se não pertencesse a lugar algum. Sempre soube, dentro de mim e com todas as minhas forças que minha Vienna não estava no mapa. Talvez não esteja. Mas hoje, no lugar onde sempre estive, no lugar que não era meu, eu sinto apenas que sou quem deveria ser. Sou quem eu quero, sentindo o que sinto.
Hoje eu estou novamente com medo. Mas, devo confessar que esse é o mais fraco dos sentimentos. Como se não importasse, como se o amanhã pertencesse a outra vida. Como se Vienna tivesse pousado em mim. O que eu sinto, e é ainda mais difícil admitir isso, é algo estranho. É realmente o não-sei-o-quê. Acho que quero nem racionalizar tanto isso.
Confesso que estou menos poética hoje. Se tem uma coisa que aprendi com esse "não-sei-o-quê é que quanto mais você pensa, pior fica. Pensar piora, agir melhora. Mesmo quando dá errado, dá certo. E meu coração sempre está preparado para quando não funciona. Não reclamo, nem me importo. Ou não sei. Me reconheço cada vez menos. Sou realmente Sweetie agora.
A verdade, a grande e maciça verdade, é que não sei quem eu sou. Me defini sendo durona, do tipo que não precisa se esforçar para descrer na própria felicidade. Sem fazer nenhum esforço. Mover nem uma palha.
Hoje eu me olho e vejo um sorriso totalmente sincero no rosto. Mas de um tipo diferente. Como se a vida trouxesse uma felicidade diferente. Ou os músculos do meu rosto encontrassem um modo diferente de sorrir que eu desconhecia. Tenho medo, felicidade e muita coisa que não entendo junta. Mas não quero entender. Quero apenas ser.
Sinto que sempre fui assim, que hoje me reconheço. Me lembra todo esse tempo aqui. E o dia de um dos posts do Bruno. E é isso que tem pra hoje. A mais genuína identificação com aquele texto.
"Será que é amor?"
"Não sei, me diga você".
Verdadeiramente,
Sweetie.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Caminho Escolhido
Abra os olhos, aceite esse sentimento insone
Esqueça tudo isso, até seu próprio nome
Repouse sua mente, de olhos bem abertos
A estrada se ramifica e o caminho é incerto
Dormiremos juntos, mesmo separados
União pela mente e olhares abraçados
Andamos o mesmo caminho, escolhemos o mesmo lado
Mesmo quando não havia escolha, apenas o errado
Abra sua mente, aceite essa sensação sem nome
Você não precisa de explicação para sua fome
Nem para a sua sede de conhecimento puro
Feche os olhos, tateie o caminho no escuro
Acordaremos separados com os pensamentos unidos
Sobreviveremos entre os mortos e feridos
Mesmo com nosso peito aberto e atingido
Andaremos o caminho para o qual fomos escolhidos
Esqueça tudo isso, até seu próprio nome
Repouse sua mente, de olhos bem abertos
A estrada se ramifica e o caminho é incerto
Dormiremos juntos, mesmo separados
União pela mente e olhares abraçados
Andamos o mesmo caminho, escolhemos o mesmo lado
Mesmo quando não havia escolha, apenas o errado
Abra sua mente, aceite essa sensação sem nome
Você não precisa de explicação para sua fome
Nem para a sua sede de conhecimento puro
Feche os olhos, tateie o caminho no escuro
Acordaremos separados com os pensamentos unidos
Sobreviveremos entre os mortos e feridos
Mesmo com nosso peito aberto e atingido
Andaremos o caminho para o qual fomos escolhidos
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Sobre a dúvida
Uma coisa sobre estar no mundo e refletir sobre ele é que você começa a se importar mais com a forma como as coisas perdem o sentido e a cor do que com as coisas que nascem e crescem cheias de vida ao seu redor. Um belo dia você acorda e nada é do mesmo jeito. Nada tem cor o suficiente, brilho o suficiente, amor o suficiente. Uma coisa sobre estar e refletir no mundo, é perceber sua própria vida, mas fatalmente decair para a morte, para o irreal. Para o que pode ser que nem aconteça. Até o momento em que você acorda, levanta e se pergunta quando foi que você deixou tudo passar. Em que momento você perdeu o controle, perdeu o viço. Quando foi, qual o acontecimento da sua vida que te fez desacreditar de tudo e procurar uma sobrevida segura. Até aquele dia. O dia em que você cansa de "viver" e quer simplesmente sorrir. Quer perder as aspas, o medo, a timidez diante do mundo. Chega um dia - e tomara que chegue - em que você vai estar em um caminho que você não queria e que talvez você nem sinta que tenha escolhido, não voluntariamente. Mas você está lá, e ninguém te obrigou a estar.
Ainda assim, mesmo que você não se reconheça, esse é você.
Cada vez que acordo de manhã, demoro algum tempo para levantar. A primeira coisa que me vem à cabeça é o tempo que passou pra mim. Mais um dia, que se transforma em mês, em ano. Mais um passo, mais lento do que sonhei, mas cinza do que desejei, menos alegre do que planejei. Cada vez que acordo de manhã, demoro um tempo para levantar, porque fico procurando pela Sweetie, me perguntando quando me tornei Sour, quando as pessoas passaram a me definir tão implacavelmente e de modo tão negativo, quando eu me sinto tão dócil, indefesa e frustrada diante da vida. Cada arma que perco na luta pela felicidade.
Sempre digo, e sempre é verdade que não vale a pena ficar amargurado pelas coisas ruins da vida. Não faz sentido se definir e definir seus atos pelas coisas ruins que te aconteceram. Porque ter medo de amar? Porque ter medo de sorrir? Às vezes nós fazemos jus ao título de amargurado, bravo, nervoso e triste. Mesmo não querendo. Mesmo não sendo. As vezes nos deixamos definir por algo que não somos. Até aquele dia - que se não chegou, vai chegar.
Se for pra viver, que seja sem medo, sem aspas, sem meias-palavras. Se for para dizer que seja bem dito, sem sussurros. Se for para saltar, que seja do alto, olhando para todos ao redor. O medo vai estar lá, mas ele estaria de qualquer forma. Então você pode se aproveitar dele, como já se aproveitaram de você.
Você já se deparou com todo tipo de gente. Mesmo as ruins. Mesmo as maldosas, e até com aquela que se aproveitou da sua ingenuidade. Mas em que momento ser ingênuo se tornou algo ruim? Quando foi que nós começamos a desconfiar de todos à nossa volta? Como é para você se doar e estar de braços abertos para a vida depois de se tornar aquela pessoa amargurada, com as energias ruins e o coração pesado?
Sabe, eu prefiro ser ingênua. Ser surpresa diante da vida, se for preciso, me cobrir de incertezas. Sei que vou ter medo, sei das minhas dúvidas, sei que vai doer. Se tem uma coisa que a vida me mostrou é que chega um momento que não é mais tão fácil. E se eu estou tentando, porque preciso ser definida pelos meus erros?
Ainda assim, mesmo que você não se reconheça, esse é você.
Cada vez que acordo de manhã, demoro algum tempo para levantar. A primeira coisa que me vem à cabeça é o tempo que passou pra mim. Mais um dia, que se transforma em mês, em ano. Mais um passo, mais lento do que sonhei, mas cinza do que desejei, menos alegre do que planejei. Cada vez que acordo de manhã, demoro um tempo para levantar, porque fico procurando pela Sweetie, me perguntando quando me tornei Sour, quando as pessoas passaram a me definir tão implacavelmente e de modo tão negativo, quando eu me sinto tão dócil, indefesa e frustrada diante da vida. Cada arma que perco na luta pela felicidade.
Sempre digo, e sempre é verdade que não vale a pena ficar amargurado pelas coisas ruins da vida. Não faz sentido se definir e definir seus atos pelas coisas ruins que te aconteceram. Porque ter medo de amar? Porque ter medo de sorrir? Às vezes nós fazemos jus ao título de amargurado, bravo, nervoso e triste. Mesmo não querendo. Mesmo não sendo. As vezes nos deixamos definir por algo que não somos. Até aquele dia - que se não chegou, vai chegar.
Se for pra viver, que seja sem medo, sem aspas, sem meias-palavras. Se for para dizer que seja bem dito, sem sussurros. Se for para saltar, que seja do alto, olhando para todos ao redor. O medo vai estar lá, mas ele estaria de qualquer forma. Então você pode se aproveitar dele, como já se aproveitaram de você.
Você já se deparou com todo tipo de gente. Mesmo as ruins. Mesmo as maldosas, e até com aquela que se aproveitou da sua ingenuidade. Mas em que momento ser ingênuo se tornou algo ruim? Quando foi que nós começamos a desconfiar de todos à nossa volta? Como é para você se doar e estar de braços abertos para a vida depois de se tornar aquela pessoa amargurada, com as energias ruins e o coração pesado?
Sabe, eu prefiro ser ingênua. Ser surpresa diante da vida, se for preciso, me cobrir de incertezas. Sei que vou ter medo, sei das minhas dúvidas, sei que vai doer. Se tem uma coisa que a vida me mostrou é que chega um momento que não é mais tão fácil. E se eu estou tentando, porque preciso ser definida pelos meus erros?
segunda-feira, 9 de março de 2015
(Des)Crença
Vejo a escuridão em seu olhar por trás de cada oração
Talvez seja descrença auto-imposta, talvez medo da desilusão
Ouço a dúvida escondida em cada uma de suas juras
A sua pequena parte protegida de suas doenças e suas curas
Aquela parte menor totalmente envolta em loucura
Deixe que a escuridão tome conta pelo menos uma vez
Deixe prevalecer a insanidade, sem dúvidas ou porquês
Feche os olhos e se deixe dominar
Não crie resistência à sua própria vontade
A sua parte que lhe torna sua própria divindade
Sem mais necessidade de se ajoelhar
Chega de se curvar diante do que não lhe atinge
Você não tem nada a ganhar, mas ainda finge
Eu ouço o vazio ecoar no silêncio da sua presença
O vazio de cada palavra dita que você não pensa
Ainda há uma pequena parte protegida de suas curas e doenças
Talvez seja descrença auto-imposta, talvez medo da desilusão
Ouço a dúvida escondida em cada uma de suas juras
A sua pequena parte protegida de suas doenças e suas curas
Aquela parte menor totalmente envolta em loucura
Deixe que a escuridão tome conta pelo menos uma vez
Deixe prevalecer a insanidade, sem dúvidas ou porquês
Feche os olhos e se deixe dominar
Não crie resistência à sua própria vontade
A sua parte que lhe torna sua própria divindade
Sem mais necessidade de se ajoelhar
Chega de se curvar diante do que não lhe atinge
Você não tem nada a ganhar, mas ainda finge
Eu ouço o vazio ecoar no silêncio da sua presença
O vazio de cada palavra dita que você não pensa
Ainda há uma pequena parte protegida de suas curas e doenças
quinta-feira, 5 de março de 2015
Pouco A Pouco
Deita, deita tua alma de olhos fechados no meu colo
Aceita, aceita meu abraço, meu calor que eu te consolo
Me deixa, deixa entrar entre teus braços e pensamentos
Me cobre, cobre com tuas asas, dormiremos ao relento
Mas não sentiremos o frio nem o abandono
Nos acomodaremos um no outro e que venha o sono
Mas não precisam vir os sonhos, temos um ao outro
Isso já é razão para perda de razão, ser um pouco louco
Deita, deita teu olhar na minha boca e olha meu silêncio
Me cobre, cobre com tua pele e com teu contrassenso
Me deixa, deixa meu nome na boca como saliva entre as bochechas
Me aceita, aceita como parte do futuro, e o passado você deixa
Mas não deixa ao relento, não há motivo para abandono
Pega a efervescência do que interessa, deixa apenas o que é morno
Não precisa vir o sono, acordados temos um ao outro
Ficaremos despertos e dispersos, nos enlouquecendo pouco a pouco
Aceita, aceita meu abraço, meu calor que eu te consolo
Me deixa, deixa entrar entre teus braços e pensamentos
Me cobre, cobre com tuas asas, dormiremos ao relento
Mas não sentiremos o frio nem o abandono
Nos acomodaremos um no outro e que venha o sono
Mas não precisam vir os sonhos, temos um ao outro
Isso já é razão para perda de razão, ser um pouco louco
Deita, deita teu olhar na minha boca e olha meu silêncio
Me cobre, cobre com tua pele e com teu contrassenso
Me deixa, deixa meu nome na boca como saliva entre as bochechas
Me aceita, aceita como parte do futuro, e o passado você deixa
Mas não deixa ao relento, não há motivo para abandono
Pega a efervescência do que interessa, deixa apenas o que é morno
Não precisa vir o sono, acordados temos um ao outro
Ficaremos despertos e dispersos, nos enlouquecendo pouco a pouco
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